Alice no País das Maravilhas (Alice in Wonderland), animação lançada em 1951, teve orçamento de aproximadamente US$ 3 milhões. Registros históricos apontam US$ 2,4 milhões em rentals domésticos durante a exibição original. Como esse valor representa a receita destinada à distribuidora, e não a venda bruta de ingressos, ele não deve ser apresentado como bilheteria mundial. O filme retornou aos cinemas em 1974 e registrou outros US$ 3,5 milhões em rentals domésticos naquele relançamento.
Principais números
Ficha do filme
| Filme | Alice no País das Maravilhas |
|---|---|
| Título original | Alice in Wonderland |
| Ano | 1951 |
| Orçamento | US$ 3.000.000 |
Registros financeiros de Alice no País das Maravilhas
| Período ou mercado | Valor registrado |
|---|---|
| Bilheteria mundial acumulada | Não disponível |
| Rentals domésticos — lançamento de 1951 | US$ 2.400.000 |
| Rentals domésticos — relançamento de 1974 | US$ 3.500.000 |
Por que as bases atuais mostram valores tão baixos?
O The Numbers não apresenta a arrecadação doméstica original de 1951. A página registra somente US$ 384 de uma exibição realizada na Nova Zelândia em 2025. Esse valor não corresponde à bilheteria mundial do filme nem ao resultado de sua estreia.
O Box Office Mojo também possui cobertura incompleta. A base reúne aproximadamente US$ 2,5 mil provenientes de lançamentos modernos em poucos mercados, sem incorporar os registros históricos da exibição original. Portanto, utilizar esses valores como arrecadação total produziria uma impressão incorreta sobre o desempenho comercial da animação.
Os registros históricos mais úteis empregam a metodologia de rentals. Os US$ 2,4 milhões da estreia representam a parcela recebida pela distribuidora no mercado doméstico, não o valor integral pago pelo público nas bilheterias. Como o orçamento era de US$ 3 milhões, o lançamento inicial ficou abaixo do custo de produção nessa comparação simples.
A situação mudou com o retorno do filme aos cinemas. O relançamento de 1974 gerou US$ 3,5 milhões em rentals domésticos, valor superior ao registrado na estreia. Mesmo assim, os dois números não devem ser somados e chamados de “bilheteria mundial”, pois continuam sendo receitas de distribuição domésticas de períodos diferentes.
Fontes: The Numbers, Box Office Mojo e registros históricos publicados pela revista Variety, posteriormente documentados em obras sobre a história da Disney.